Por falar em amadurecer.


— Por que você é tão fechada, Ana? 
— Porque um dia eu já fui aberta demais John. E isso não me trouxeram coisas boas. 
— Como assim, não trouxeram coisas boas? 
— Coração acelerado, borboletas no estômago, pernas trêmulas, pensamentos destinados a uma pessoa só…
— Mas isso era bom. Era amor.
— É… era amor sim, John. Mas não era uma coisa boa, porque nesse ‘pacote do amor’ vieram outros brindes que eu não pedi e não queria. 
— Tipo o que?
— Lágrimas, noites em claro, ciúmes, raiva, medo…
— Medo de que?
— Medo que a pessoa amada encontre alguém melhor do que eu, que descubra que pode viver bem sem mim, talvez até melhor. Medo de magoar e ser magoada. Medo de não ser o suficiente… — algumas lágrimas começaram a brotar dos olhos de Ana. 
— E você foi o suficiente? 
— Não. Infelizmente, não. 

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